
Já passaram umas quantas semanas desde essa noite.
Umas amigas convidam-me à última da hora para uma festa privada algures em Lisboa, com muito boa música disseram, com bom ambiente, tudo em bom.
Bem, após alguma conversa lá fui convencido a ir.
Vai daí que lá vou eu todo lindo, em t-shirt rosa e calça de ganga rasgada, para dar de caras com um bar-discoteca numa rua estreita com um porteiro de bigode que eu juro que tinha saido nessa hora do centro de dia mais próximo. Ao descer a escada dou por mim mergulhado num aquário de disco-sound carregadinho de peixes graúdos, tão graúdos que já estavam quase enlatados fora do prazo. Confesso que adoro disco-sound, mas naquele dia, não estava com muita vontade...
Fiz um esforço, não muito, mas fiz, de tal maneira que ao fim de duas horas começámos a recolher o grupinho e aqui vai disto, toca a pagar e recolher as vestimentas mais quentes pois o frio era muito nessa noite. Para pagar tive de enfrentar uma fila, num corredor de paredes de espelhos enquanto o disco-sound continuava a fazer ferver as arrastadeiras que pairavam na sala ao lado. Era o último da fila. Vejo um cabelo loiro de senhora com a mão a segurar a cara e pensei "... porra esta gaja vai-me gregoriar as pernas ...", resolvi então perguntar se aquela cabeça loira se sentia bem, quando lhe vejo a cara, Deus meu, aquele cabelo loiro de senhora trazia por baixo pendurado uma cara de olhos azuis toda cheia de sangue !!! É claro que a desgraçada quando levantou a cara e olhou ao espelho ( que eram as paredes ) viu a sua fucinheira toda desfeita e entrou em pânico correndo em direcção oposta ao WC em direcção à pista das arrastadeiras loucas. Pensei ".. tenho de agarrar esta gaja e enfiá-la no WC e chamar o segurança para a ajudar...", gritei "... ó mulher, é para este lado !!!..." corri atrás da galinha sem pescoço e nisto passa um segurança e aí o pânico na minha cabeça "... porra, o gajo vai pensar que fui ao fucinho da gaja e vou estar metido em sarilhos ...", disse ao Sr.Segurança "... é assim, não tenho nada a haver com esta gaja, nem a conheço, só dei com ela com a cara a pingar sangue ali no corredor, e ela correu para o lado errado. Leva-a para a casa de banho e chamem o INEM..." , ao que o Sr.Segurança me responde"... não a conheces nem eu, ajuda-a tú, vai com ela para a casa-de-banho, limpa-a que eu não deixo ninguém entrar lá...", aí eu pensei que raio de segurança era aquele que me deixava a tratar da gaja enquanto todos os meus amigos pagavam sem darem por estar neste momento tão épico de romancismo, uma gaja com idade para ser minha mãe, bêbada ou eu sei lá, com o fucinho em sangue e ainda tive de ir sózinho pró WC ajudá-la, só porque a única preocupação ele ( segurança ) era limpar o rasto de sangue que a outra maluca resolveu deixar no chão.
Bem lá fui eu e a outra para o WC, ajudei-a, e acreditem que eu não conseguia perceber o que tinha acontecido àquela Senhora, primeiro pensei que alguém lhe tida ido ao fucinho, depois perguntei "...bateram-te ou metes-te alguma coisa no nariz ?" ao que ela responde "Eu cá não sou dessas que andam por aí a cheirar merdas ou a apanhar pancada. Isto nunca me tinha acontecido foi a minha primeira vez.!", aí eu deduzí, deixa estar, ela está mas é com uma bebedeira que nem se aguenta. Lá parou a fonte que ela tinha na cara e reparei que tinha um grande corte ao correr do nariz. Depois de tudo passar lá aparece o Segurança que em vez de se preocupar com a Srª depois de eu dizer mil vezes mais que me ia embora e que não conhecia a gaja de lado nenhum, resolveu lavar o chão e as loiças da casa de banho, aí eu gritei "... ouve: já disse que esta gaja não é minha amiga, tenho de bazar tenho o meu grupo já lá fora e devem estar à minha procura para ir embora..." diz de seguida a gaja numa voz ternurenta e baixa, enquanto segurava os vinte kilos de papel molhado que lhe tinha colado à cara "... apartir de agora é meu amigo, e dos grandes...", peguei nela, arrastei-a para fora do WC, empurrei-a para a pista de dança, rezei para que uma amigo qualquer dela a visse, virei costas e olho em frente e não é que vejo o espelho da parede rachado... Não é que a cabra tinha uma buba tão grande que se espetou no espelho ( parede ) e não se lembrava. Olhei para trás e a outra dançava frenética ainda com os 20 kl de papel de WC molhados na cara!!!
Senhora : se leres isto digo-te que isso não foi atropelamento, foste tú toda lixada que foste contra o espelho !!!
Saí finalmente daquele antro, com ténis molhados, calças manchadas e ainda levo nas orelhas por ter demorado tanto tempo a sair do antro de arrastadeiras loucas e apanho uma molha, pois foi por o pé fora que a chuva começou a cair...
Viva o bairro-alto e suas tasquinhas !!!
( por estas e por outras é que eu não gosto de sair à noite a não ser para o Bairro Alto )
Umas amigas convidam-me à última da hora para uma festa privada algures em Lisboa, com muito boa música disseram, com bom ambiente, tudo em bom.
Bem, após alguma conversa lá fui convencido a ir.
Vai daí que lá vou eu todo lindo, em t-shirt rosa e calça de ganga rasgada, para dar de caras com um bar-discoteca numa rua estreita com um porteiro de bigode que eu juro que tinha saido nessa hora do centro de dia mais próximo. Ao descer a escada dou por mim mergulhado num aquário de disco-sound carregadinho de peixes graúdos, tão graúdos que já estavam quase enlatados fora do prazo. Confesso que adoro disco-sound, mas naquele dia, não estava com muita vontade...
Fiz um esforço, não muito, mas fiz, de tal maneira que ao fim de duas horas começámos a recolher o grupinho e aqui vai disto, toca a pagar e recolher as vestimentas mais quentes pois o frio era muito nessa noite. Para pagar tive de enfrentar uma fila, num corredor de paredes de espelhos enquanto o disco-sound continuava a fazer ferver as arrastadeiras que pairavam na sala ao lado. Era o último da fila. Vejo um cabelo loiro de senhora com a mão a segurar a cara e pensei "... porra esta gaja vai-me gregoriar as pernas ...", resolvi então perguntar se aquela cabeça loira se sentia bem, quando lhe vejo a cara, Deus meu, aquele cabelo loiro de senhora trazia por baixo pendurado uma cara de olhos azuis toda cheia de sangue !!! É claro que a desgraçada quando levantou a cara e olhou ao espelho ( que eram as paredes ) viu a sua fucinheira toda desfeita e entrou em pânico correndo em direcção oposta ao WC em direcção à pista das arrastadeiras loucas. Pensei ".. tenho de agarrar esta gaja e enfiá-la no WC e chamar o segurança para a ajudar...", gritei "... ó mulher, é para este lado !!!..." corri atrás da galinha sem pescoço e nisto passa um segurança e aí o pânico na minha cabeça "... porra, o gajo vai pensar que fui ao fucinho da gaja e vou estar metido em sarilhos ...", disse ao Sr.Segurança "... é assim, não tenho nada a haver com esta gaja, nem a conheço, só dei com ela com a cara a pingar sangue ali no corredor, e ela correu para o lado errado. Leva-a para a casa de banho e chamem o INEM..." , ao que o Sr.Segurança me responde"... não a conheces nem eu, ajuda-a tú, vai com ela para a casa-de-banho, limpa-a que eu não deixo ninguém entrar lá...", aí eu pensei que raio de segurança era aquele que me deixava a tratar da gaja enquanto todos os meus amigos pagavam sem darem por estar neste momento tão épico de romancismo, uma gaja com idade para ser minha mãe, bêbada ou eu sei lá, com o fucinho em sangue e ainda tive de ir sózinho pró WC ajudá-la, só porque a única preocupação ele ( segurança ) era limpar o rasto de sangue que a outra maluca resolveu deixar no chão.
Bem lá fui eu e a outra para o WC, ajudei-a, e acreditem que eu não conseguia perceber o que tinha acontecido àquela Senhora, primeiro pensei que alguém lhe tida ido ao fucinho, depois perguntei "...bateram-te ou metes-te alguma coisa no nariz ?" ao que ela responde "Eu cá não sou dessas que andam por aí a cheirar merdas ou a apanhar pancada. Isto nunca me tinha acontecido foi a minha primeira vez.!", aí eu deduzí, deixa estar, ela está mas é com uma bebedeira que nem se aguenta. Lá parou a fonte que ela tinha na cara e reparei que tinha um grande corte ao correr do nariz. Depois de tudo passar lá aparece o Segurança que em vez de se preocupar com a Srª depois de eu dizer mil vezes mais que me ia embora e que não conhecia a gaja de lado nenhum, resolveu lavar o chão e as loiças da casa de banho, aí eu gritei "... ouve: já disse que esta gaja não é minha amiga, tenho de bazar tenho o meu grupo já lá fora e devem estar à minha procura para ir embora..." diz de seguida a gaja numa voz ternurenta e baixa, enquanto segurava os vinte kilos de papel molhado que lhe tinha colado à cara "... apartir de agora é meu amigo, e dos grandes...", peguei nela, arrastei-a para fora do WC, empurrei-a para a pista de dança, rezei para que uma amigo qualquer dela a visse, virei costas e olho em frente e não é que vejo o espelho da parede rachado... Não é que a cabra tinha uma buba tão grande que se espetou no espelho ( parede ) e não se lembrava. Olhei para trás e a outra dançava frenética ainda com os 20 kl de papel de WC molhados na cara!!!
Senhora : se leres isto digo-te que isso não foi atropelamento, foste tú toda lixada que foste contra o espelho !!!
Saí finalmente daquele antro, com ténis molhados, calças manchadas e ainda levo nas orelhas por ter demorado tanto tempo a sair do antro de arrastadeiras loucas e apanho uma molha, pois foi por o pé fora que a chuva começou a cair...
Viva o bairro-alto e suas tasquinhas !!!

( por estas e por outras é que eu não gosto de sair à noite a não ser para o Bairro Alto )

4 comentários:
Tu metes-te em cada uma grande c.....! Tens cara de bom moço .....
Coitadinho do meu menino...tão bonzinho e só lhe calha é duques. Beijos
Deixa-te dessa coisas moço.... as gajas andam todas f...... da cabeça.
Colam-se-lhes os pistons e já não sabem a quantas andam.
Mas só lhe fica bem essas atitudes.
É pro isso que eu gosto tanto de si.
Beijos
Ti zabel
Eu também estive lá e vi, vi o liquido quente,visciso e vital que lhe manchava o rosto, a mulher parecia uma india e podia ser chamava-se "buba em pé". Essa noite foi engraçada porque nunca pensei que tu te sujeitasses a tanto, pensei que a deixasses ali a esvair-se até sucumbir e ainda lhe colocasses um pé em cima. Mas devias estar noutra por isso passou-te. Para uma próxima talvez.
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