quinta-feira, 20 de março de 2008

A cadeira .




Tenho a certeza absoluta que todos ( o meu grupo de amigos ) vamos para o mesmo lar de terceira idade e prácticamente ao mesmo tempo.
Ontem, após algumas insistências e choradinhos lá consegui que me pagassem o jantar no Sushi, adoro Sushi e muitas vezes acordo já a pensar naqueles rolinhos de arroz com peixe crú, adoro! Quase já no fim do jantar toca no meu bolso aquele aparelho que serve para falar com alguém, aparelho que muito de nós já não suporta ver e ouvir e do outro lada está um amigo meu que quer oferecer hoje, 20 de Março de 2008, uma cadeira como prenda de aniversário a outro amigo meu, cadeira a qual me garante ter visto numa loja gira num shopping giro. Como o primeiro amigo ia não sei para onde assistir a um espectáculo qualquer, pediu-me para eu tratar de ir comprar a cadeira. Concerteza, lá vou eu e o meu amigo que me pagou gentilmente o jantar. Já na loja e perante milhares de cadeiras que podiam ser todas elas a descrita anteriormente, resolvemos então fotografar bastantes cadeiras para ver se as possibilidades de comprar a errada seriam mínimas. Pois que não era nenhuma !!! Uns quantos telefonemas e continuavamos sem saber qual cadeira era, e continuava o meu amigo a dizer que nem à duas semanas tinha estado sentado nessa cadeira, nessa loja, raios !!! Nem no catálogo estava a dita cadeira. Mas esse meu amigo também não tinha o catálogo e só ia sair do espectáculo por volta das 23h30min., tornavasse imperativo desbravar o mistério. Ideia genial: vamos telefonar a uma amiga, para ela nos dar o número de telefone de uma outra amiga que por sua vez mora no mesmo prédio desse amigo e vamos lá deixar um catálogo, com o intuito desse amigo ver qual a cadeira e me telefonar a tempo de eu ligar para essa loja e encomendar essa cadeira. É que hoje em dia as lojas estão umas mitrósas, nunca têm stock de nada, tem que se encomendar de um dia para o outro, acham normal?
Assim foi.
Pena que o aniversariante já estava presente na reunião para ver qual cadeira era a que ele próprio queria, não é que nenhuma das inúmeras cadeiras que estavam lindas maravilhosas nas fotografias do catálogo era o alvo de todas as suas atenções !!!
Resolvi procurar uma ajuda especailizada: fui à net !!! E bastou-me 2 minutos para encontrar no site de uma outra loja a cadeira que correspondia com toda as descrições préviamente fornecidas !!!
O que vale é que depois disto tudo o aniversariante escolheu uma outra cadeira, da primeira loja, e na ausência de qualquer surpresa a acha muito mais interessante...
Gente doida !!!
Talvez seja melhor todos nós procurar-mos ajuda especializada noutro sentido ...
Hehehe

domingo, 9 de março de 2008

Nariz no espelho.



Já passaram umas quantas semanas desde essa noite.
Umas amigas convidam-me à última da hora para uma festa privada algures em Lisboa, com muito boa música disseram, com bom ambiente, tudo em bom.
Bem, após alguma conversa lá fui convencido a ir.
Vai daí que lá vou eu todo lindo, em t-shirt rosa e calça de ganga rasgada, para dar de caras com um bar-discoteca numa rua estreita com um porteiro de bigode que eu juro que tinha saido nessa hora do centro de dia mais próximo. Ao descer a escada dou por mim mergulhado num aquário de disco-sound carregadinho de peixes graúdos, tão graúdos que já estavam quase enlatados fora do prazo. Confesso que adoro disco-sound, mas naquele dia, não estava com muita vontade...
Fiz um esforço, não muito, mas fiz, de tal maneira que ao fim de duas horas começámos a recolher o grupinho e aqui vai disto, toca a pagar e recolher as vestimentas mais quentes pois o frio era muito nessa noite. Para pagar tive de enfrentar uma fila, num corredor de paredes de espelhos enquanto o disco-sound continuava a fazer ferver as arrastadeiras que pairavam na sala ao lado. Era o último da fila. Vejo um cabelo loiro de senhora com a mão a segurar a cara e pensei "... porra esta gaja vai-me gregoriar as pernas ...", resolvi então perguntar se aquela cabeça loira se sentia bem, quando lhe vejo a cara, Deus meu, aquele cabelo loiro de senhora trazia por baixo pendurado uma cara de olhos azuis toda cheia de sangue !!! É claro que a desgraçada quando levantou a cara e olhou ao espelho ( que eram as paredes ) viu a sua fucinheira toda desfeita e entrou em pânico correndo em direcção oposta ao WC em direcção à pista das arrastadeiras loucas. Pensei ".. tenho de agarrar esta gaja e enfiá-la no WC e chamar o segurança para a ajudar...", gritei "... ó mulher, é para este lado !!!..." corri atrás da galinha sem pescoço e nisto passa um segurança e aí o pânico na minha cabeça "... porra, o gajo vai pensar que fui ao fucinho da gaja e vou estar metido em sarilhos ...", disse ao Sr.Segurança "... é assim, não tenho nada a haver com esta gaja, nem a conheço, só dei com ela com a cara a pingar sangue ali no corredor, e ela correu para o lado errado. Leva-a para a casa de banho e chamem o INEM..." , ao que o Sr.Segurança me responde"... não a conheces nem eu, ajuda-a tú, vai com ela para a casa-de-banho, limpa-a que eu não deixo ninguém entrar lá...", aí eu pensei que raio de segurança era aquele que me deixava a tratar da gaja enquanto todos os meus amigos pagavam sem darem por estar neste momento tão épico de romancismo, uma gaja com idade para ser minha mãe, bêbada ou eu sei lá, com o fucinho em sangue e ainda tive de ir sózinho pró WC ajudá-la, só porque a única preocupação ele ( segurança ) era limpar o rasto de sangue que a outra maluca resolveu deixar no chão.
Bem lá fui eu e a outra para o WC, ajudei-a, e acreditem que eu não conseguia perceber o que tinha acontecido àquela Senhora, primeiro pensei que alguém lhe tida ido ao fucinho, depois perguntei "...bateram-te ou metes-te alguma coisa no nariz ?" ao que ela responde "Eu cá não sou dessas que andam por aí a cheirar merdas ou a apanhar pancada. Isto nunca me tinha acontecido foi a minha primeira vez.!", aí eu deduzí, deixa estar, ela está mas é com uma bebedeira que nem se aguenta. Lá parou a fonte que ela tinha na cara e reparei que tinha um grande corte ao correr do nariz. Depois de tudo passar lá aparece o Segurança que em vez de se preocupar com a Srª depois de eu dizer mil vezes mais que me ia embora e que não conhecia a gaja de lado nenhum, resolveu lavar o chão e as loiças da casa de banho, aí eu gritei "... ouve: já disse que esta gaja não é minha amiga, tenho de bazar tenho o meu grupo já lá fora e devem estar à minha procura para ir embora..." diz de seguida a gaja numa voz ternurenta e baixa, enquanto segurava os vinte kilos de papel molhado que lhe tinha colado à cara "... apartir de agora é meu amigo, e dos grandes...", peguei nela, arrastei-a para fora do WC, empurrei-a para a pista de dança, rezei para que uma amigo qualquer dela a visse, virei costas e olho em frente e não é que vejo o espelho da parede rachado... Não é que a cabra tinha uma buba tão grande que se espetou no espelho ( parede ) e não se lembrava. Olhei para trás e a outra dançava frenética ainda com os 20 kl de papel de WC molhados na cara!!!
Senhora : se leres isto digo-te que isso não foi atropelamento, foste tú toda lixada que foste contra o espelho !!!
Saí finalmente daquele antro, com ténis molhados, calças manchadas e ainda levo nas orelhas por ter demorado tanto tempo a sair do antro de arrastadeiras loucas e apanho uma molha, pois foi por o pé fora que a chuva começou a cair...
Viva o bairro-alto e suas tasquinhas !!!
( por estas e por outras é que eu não gosto de sair à noite a não ser para o Bairro Alto )